Tsunami no Japão – Créditos: depositphotos.com / beloded.m.a.
Um novo relatório do governo japonês, divulgado nesta segunda-feira (31/3), aponta que um megaterremoto aguardado há anos na costa do Pacífico pode gerar perdas econômicas de até US$ 1,81 trilhão. O impacto catastrófico incluiria tsunamis devastadores, o desmoronamento de centenas de edifícios e um número de vítimas que pode chegar a 300 mil pessoas.
Qual é a probabilidade de um megaterremoto na região?
O governo japonês estima que há uma chance de aproximadamente 80% de ocorrer um terremoto de magnitude entre 8 e 9 ao longo da Nankai Trough. Esta região tem um histórico de atividade sísmica intensa, com megaterremotos ocorrendo aproximadamente a cada 100 a 150 anos. A possibilidade de um evento tão devastador exige que o Japão esteja constantemente preparado para minimizar os impactos potenciais.
Como o Japão se prepara?
O Japão tem uma longa história de preparação para desastres naturais, investindo em infraestrutura resistente a terremotos e sistemas de alerta precoce. No entanto, o potencial impacto de um megaterremoto na Nankai Trough exige medidas adicionais de mitigação. O governo continua a aprimorar suas estratégias de resposta a emergências, incluindo a construção de abrigos mais seguros e a realização de exercícios de evacuação em larga escala.
Diante dessa ameaça, o país tem implementado uma série de medidas preventivas e de mitigação:
- Infraestrutura resistente: Construções civis seguem rigorosos códigos de construção, com edifícios projetados para suportar fortes tremores.
- Sistemas de alerta precoce: O Japão possui sistemas avançados de alerta de terremotos e tsunamis, que permitem alertar a população com alguns segundos de antecedência.
- Simulações e treinamento: A população participa regularmente de simulações de terremotos e tsunamis, com o objetivo de aumentar a conscientização e preparar as pessoas para agir em caso de desastre.
- Planos de evacuação: O governo desenvolveu planos detalhados de evacuação, com rotas de fuga e abrigos designados.
- Investimento em tecnologia: O Japão investe em pesquisas e tecnologias para monitorar a atividade sísmica e melhorar a precisão das previsões.
- Resiliência Comunitária: O país tem investido em resiliência comunitária, com programas que visam fortalecer a capacidade das comunidades locais de se prepararem e responderem a desastres.
Quais os impactos do terremoto de 2011?

Impactos imediatos:
- Mortes e desaparecimentos: O número oficial de mortos ultrapassa 19.000, com milhares de pessoas ainda desaparecidas.
- Destruição em infraestrutura: Cidades costeiras inteiras foram devastadas pelo tsunami, com casas, estradas, ferrovias e portos destruídos.
- Acidente nuclear de Fukushima: O tsunami inundou a usina nuclear de Fukushima Daiichi, causando o derretimento de três reatores e a liberação de radiação, forçando a evacuação de milhares de pessoas.
- Reconstrução e recuperação: O Japão iniciou um esforço massivo de reconstrução, mas muitas áreas ainda lutam para se recuperar.
- Impacto econômico: O desastre causou enormes perdas econômicas, com o setor industrial, a agricultura e a pesca duramente atingidos.
- Impacto ambiental: A contaminação radioativa da água e do solo em Fukushima continua sendo uma preocupação, e o descarte da água tratada no oceano gera controvérsias.
- Mudanças na política energética: O desastre levou o Japão a repensar sua dependência da energia nuclear, com um aumento no uso de energias renováveis e combustíveis fósseis.
- Impacto social: O trauma do desastre afetou profundamente a sociedade japonesa, com muitas pessoas sofrendo de estresse pós-traumático e outras dificuldades emocionais.
Em conclusão, a ameaça de um megaterremoto na Nankai Trough representa um desafio significativo para o Japão. A preparação contínua e a implementação de medidas eficazes de mitigação são essenciais para proteger vidas e minimizar os impactos econômicos de um possível desastre. O compromisso do Japão com a resiliência e a segurança pública permanece firme, enquanto o país se prepara para enfrentar essa ameaça iminente.